Indústria têxtil brasileira faturou R$ 194 bilhões em 2021, e prevê crescimento de 1,2% em 2022.

Setor cresce em 2021 em meio às pressões derivadas da pandemia e do forte aumento de custos. Previsão para 2022 é de uma expansão de 1,2%.

 

De acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados 117.128 novos postos de trabalho no setor têxtil. Considerando a rotatividade, o saldo de empregos criados é de 15 mil pessoas. O setor, que havia sofrido baixa por causa da pandemia da Covid-19, se recupera. Em comparação com 2020, que teve um saldo de 3.236 contratações, o crescimento de 2021 representa um aumento de 370%.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) estima que o faturamento do setor tenha sido de R$ 194 bilhões no ano passado, indicando crescimento de 20% em relação a 2020. O que evidencia uma tendência de recuperação do segmento, mesmo que os números ainda não tenham superado os valores de 2019.

Produção da indústria têxtil deve crescer 1,2% em 2022

Para este ano, porém, ainda de acordo com a Abit, a estimativa é que o crescimento da produção têxtil brasileira recue. A associação prevê um avanço de apenas 1,2% na produção e de 1% nas vendas internas. Em declaração à imprensa, Fernando Pimentel, presidente da Abit, disse que o principal motivo para a desaceleração do crescimento é o comprometimento do poder de consumo da população devido ao aumento da inflação.

Além disso, Pimentel apontou outros fatores que podem prejudicar os resultados do setor: o risco do retrocesso no livre funcionamento do comércio físico, dependendo do número dos casos de Covid; o afastamento de funcionários por causa da infecção pelo coronavírus; e os resultados das eleições presidenciais de outubro e seus desdobramentos para o setor.

E-commerce cresce no país durante a pandemia

Apesar da Abit não divulgar dados mais específicos sobre os tipos de venda do setor, de acordo com o Relatório E-commerce no Brasil divulgado em abril de 2021, realizado pela agência Conversion, o segmento de Moda & Acessórios cresceu 63,18%.

Economia catarinense em 2022: o que esperar e perspectivas para o setor têxtil

Para 2022, um balanço feito pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), as expectativas do mercado são de um ano de maior restrição ao crescimento e persistência, ainda que de menor magnitude, dos entraves enfrentados pela economia brasileira.

De acordo com o último relatório Focus do Banco Central publicado em 14 de março, a estimativa do PIB para 2022 é de crescimento de 0,49%. Entre os aspectos de alerta, estão a pressão inflacionária – o mercado reajustou para cima a previsão do IPCA para 6,45% este ano. Outra questão é a manutenção da taxa básica de juros a um patamar elevado – projetado a 12,75% neste ano, conforme o relatório Focus – o que encarece o crédito e tende a dificultar a expansão do consumo.

Por outro lado, Santa Catarina tem, tradicionalmente, um ritmo de crescimento superior à média nacional, em função das características de diversificação da indústria. Acredita-se que, apesar de todos os desafios, 2022 será um ano de desempenho acima da média brasileira. As perspectivas para a Indústria catarinense são de manutenção deste patamar de crescimento da produção industrial acima, ou bem próximo, do nível pré-pandemia.

Além dos setores que atendem ao consumo doméstico, a demanda externa deve também impulsionar a dinâmica industrial do estado, sobretudo nos setores de maior sofisticação tecnológica, como de equipamentos elétricos, indústria automotiva e de máquinas e equipamentos.

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